quinta-feira, 6 de junho de 2013

O início, o fim e o meio

     

    Para inaugurar meu blog, nada melhor do que falar um pouco do que me trouxe aqui hoje. Como no Tarô, todos, cedo ou tarde, no damos conta de que estamos aqui por algum propósito, algo maior que nos move. Diversas vertentes discutem sobre o que seria essa tal força; para os religiosos, como a luz do criador primordial, conhecida como Deus; para os adeptos da corrente exo/esotérica, o chamado pode ser entendido como a intuição, a ligação pura com o Eu superior. Os psicanalistas poderiam atribuí-la a líbido e os Jungianos, a boa e velha Energia psíquica. Mas nessa primeira postagem, não pretendo me fixar em nenhuma teoria ou conceito e sim, falar um pouco sobre jornadas, e em especial um pouco da minha.

      Como disse, chega um dia na vida, que percebemos que andamos por uma estrada, em direção a algo, guiados por uma energia de força criadora e percebemos também que tudo que fica à beira da estrada são subterfúgios, mas que deixam o caminhar mais pesado, ou mais colorido, dependendo das nossa paragens. Sabe quando você acorda um dia e percebe que tudo aquilo que você fez, seja certo ou errado, te levou exatamente para aquele ponto onde você deveria estar? E que nada, absolutamente nada está fora de lugar ou contexto no universo?

     Minha infância foi normal, boa até certo ponto. Fiz o que podia ter feito para uma criança naquela época, embora nunca tenha sido muito dado a pipas, peão e bolinha de gude, sempre gostei do futebol na calçada, dos Comandos em ação e de Videogame( para o terror do meu padrasto). Adolescência comum, com todas as idiossincrasias a ela pertencentes( ainda volto a falar nesse período em especial), embora a primeira parte dela tenha sido bastante complicada. Só quando me tornei um jovem adulto é que as coisas começaram a mudar. Lá pelos meus 23 anos, eu sentia uma tristeza infinita, uma dor que não tinha significado, proveniência e ou causa específica. Minha fuga foi para o humor ácido, a cerveja com os amigos e os meus amados Super heróis( que até hoje me tiram de enrascadas existenciais). Até que um dia, após uma discussão em casa, comecei a sentir uma dor muito forte no estômago, que me acompanhou ininterruptamente durante 3 anos. Emagreci 25 quilos, perdi cabelo, massa muscular cálcio, mas de forma compensatória, acabei adquirindo uma vontade de viver absurda, que fez com que mesmo aturdido pela dor, eu seguisse em frente, buscando esse caminho que nem eu mesmo saberia onde iria dar.

    Descobri nesse tempo a espiritualidade( sem ligação com qualquer religião), voltei ao meio acadêmico e finalmente me apaixonei pela Psicologia, e fiz dela minha profissão. Tudo isso para falar sobre Jornadas. Quem de nós, nunca passou por uma dessas? Sejam mais simples, tempestuosas,alegres, são elas que fazem com que se saia do lugar comum. Se você não se move, a vida faz isso por você. Não vou me prender nos mitos do Tarô para falar da jornada nessa postagem específica, mas pretendo voltar a esse assunto mais adiante.

Por fim, gostaria de compartilhar uma música que sempre me toca, principalmente no seu segundo verso, quando diz "Já chegou o dia em que você levanta e acha que fez a primeira parte de tudo que queria e agora chegou sua vez....", música dos meus grandes ídolos Sá e Guarabyra
"Sá e Guarabyra: Segunda Canção da estrada!"

Um grande abraço
Muita paz a luz em sua vida
Daniel Ramos, Psicólogo

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